terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Então é Natal...


"Cristo nasceu nesse dia feliz, e é isso que é o Natal!
Cristo nasceu nesse dia feliz. Sim, é isso que é o Natal..."



... E o que você fez?

domingo, 23 de dezembro de 2007

Passarinho ao vento


"Descobrir nos cabelos inocência."
Banquete dos Signos, Zé Ramalho

Deixa eu contar um segredo: acho linda a cor dos meus cabelos... Cabelos com fios de 3 cores! =)


Porque essa música foi cantada hoje na missa do São Lucas (que eu fui com minha amiga Camila Bezerra), e eu gosto muito dela:

"É loucura muito minha, Senhor, esperar que o teu Amor
Depois de todos os desmandos, me aceite como sou.
É loucura muito minha, Senhor, esperar com terno ardor,
que em minhas limitações, faças loucuras de amor.

Águia não sou, meu Senhor,
Dela trago, tão somente, o olhar...
E também, no coração, a aspiração do seu voar, voar...
Quero em meu posto ficar a fitar o Sol do Amor, do Amor...
Passarinho é o que eu sou nas mãos do meu Senhor.

E quando da vida, Senhor, o Sol do Amor se ausentar,
Não vou me preocupar, porque sei:
por entre as nuvens ele está a brilhar.
E em mim nascerá, Senhor, do amor, a perfeita alegria
E em tuas asas, então, voarei na mais perfeita harmonia."
(Passarinho, Kelly Patrícia)

domingo, 16 de dezembro de 2007

"Miaouu..."

Pessoas que sejam sinceras, verdadeiras e que ajam de acordo com o que falam, por favor!
Ah, e sem gelo...
=/

P.S.: "Pessoas sinceras" e "pessoas verdadeiras" dá no mesmo?
Voltando ao trabalho...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

O que será, será.


Porque eu achei essa música tão fofinha e interessante! Ouvi-a há poucas horas, enquanto minha pequena Cle bear dançava-a na sua "valsa" de formatura do ABC com o tão legalzinho do João Vítor Marques (pois é! tá pior que em novela mexicana, que falam sempre os dois nomes (também faço isso! hah!), mas é que ela sempre fala esses 3 nomes...)!! ^^
Depois de tudo, a pirralha da titia tava tão cansadinha que nem queria mais tirar fotos, mas tirou!, mesmo que naquele velho esquema: enjoadinha, sorriso mais ou menos pra foto e voltando a reclamar... huahuahuahuahua So sweet! Nem quis comer o chocolate em forma de borboleta que comprei pra ela especialmente pra dar depois da formatura... Aí eu, como boa tia que sou, tive que comer o chocolate em forma de borboleta... Ai, ai... =) E olhe que eu já havia comido um anteriormente, que era pra Laís, que não foi...

Então, voltando... Eis a música.

"When I was just a little girl
I asked my mother what will I be
Will I be pretty?
Will I be rich?
Here's what she said to me:
'Que será, será
Whatever will be, will be
The future's not ours to see
Que será, será'

When I was just a child in school
I asked my teacher what should I try
Should I paint pictures?
Should I sing songs?
This was her wise reply:
'Que será, será
Whatever will be, will be
The future's not ours to see
Que será, será'

When I grew up and fell in love
I asked my sweetheart what lies ahead
Will there be rainbows day after day?
Here's what my sweetheart said:
'Que será, será
Whatever will be, will be
The future's not ours to see
Que será, será'

What will be, will be
Que será, será..."
(Que será, será. Pink Martini)

E eu, que antes vivia a perguntar "o que será que será?", assim o nome de uma música de Chico Buarque, agora digo (talvez momentaneamente) "o que será, será".
Enfim, é a vida! Complicada e bonita!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Inclusão digital?


“De novo, corremos o risco de alimentar o fosso entre pobres e ricos, já que os jovens que possuem o acesso individualizado em casa – muitas vezes em banda larga – interagem plenamente com a cibercultura, vivendo em seus quartos fechados todas as possibilidades da cópia e manipulação de músicas, vídeos, bate papos e sites de toda natureza. Enquanto isso, aos filhos dos pobres... Aulas de informática!!!” Nelson de Luca Pretto

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Paciência



Paciência... Será?

"Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

(...)
A vida não pára!...
A vida é tão rara!..."
(Paciência. Lenine e Dudu Falcão.)

Na foto, a tartaruguinha e eu em um dos museus do Instituto Butantan, São Paulo - SP, em 1 de dezembro de 2007. Foto tirada por Vivianne.

23:30h... Hora do remédio pro pé.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Copiando


Porque hoje a Tayana (Tay bay nay, por mim) postou hoje no flog dela essa minha foto (eu na Mackenzie, São Paulo-SP), colocou o texto que vou pôr mais abaixo e entitulou a postagem como "Porque é bonito... e me lembra você!"! =D Acho que o "porque é bonito" é em relação ao texto, que gostei muito e acho que eu lembraria de mim também. Ou não... =P O autor do texto? Não sei quem é.

"Ecoando Notas

O moço toca flauta enquanto ela lembra das virtudes esquecidas nas cavernas de seu coração. A melodia vai ecoando por toda parte, desde os ouvidos até o pulmão. Ela tropeça nela mesma enquanto se enternece com o som raro daquela flauta. E a tristeza transversal que até então lhe preenchia dá lugar a uma euforia luminosa. Assim sem razão de ser, mas já sendo."

...

"Assim, sem razão de ser, mas já sendo."

Sem razão de ser.
Já sendo.
Sem razão de ser. Já sendo.

...

Fui procurar no Net de quem é esse texto, encontrei ele como um comentário e o início dele é igual a essa "gincana literária" que vou colocar aqui também. Acho que "gincana literária" é o que Vicente me falou em São Paulo: um texto literário feito "aos pedaços" por várias pessoas, em ordem, e que o autor da próxima parte do texto tem que usar os elementos da parte que já foi feita. Vicente tá pensando em fazer isso quando vier pra cá, pra Maceió, ainda este mês.
Lá vai o texto (boniiitoooo):

"(1) O moço toca flauta enquanto ela lembra das virtudes esquecidas nas cavernas de seu coração. A melodia vai ecoando por toda parte, desde os ouvidos até o pulmão. Ela tropeça nela mesma enquanto se enternece com o som raro daquela flauta. E a tristeza transversal que até então lhe preenchia vai se recolhendo em sua própria insignificância, murcha e resignada. (2) E em se recolhendo, a moça desconfia... Desconfia de si mesma. Sabendo que a vexação é fugaz. A linda, linda criatura por trás de sua aparente fronte cabisbaixa reage. A moça ouve, transpira e transcende em momentos de harmonia. Sua reação é forte. E assim, nas entranhas de um vasto universo pessoal, ela pensa... Respira... Mais fortemente... Vive! A moça, andrógena, ouve e sonha ao som da flauta e olhar do moço. (3) O êxito da Flauta Mágica foi imediato e colossal. Do olhar do moço, ela sente as palavras vindas do seu coração, e tocados pela melodia do encantamento que havia nela, ele diz: "aquilo que me faz mais feliz é a aprovação silenciosa!". Esta flauta tem o poder de curar algumas feridas, assim como seu som tem o Dom de tocar nosso próximo, como se ele tivesse lembrado algo que nas noites dos tempos já conhecia em seu coração. (4) Não que o som da flauta fosse mais que raro. Belo não era. Não que os pensamentos da moça fossem mais que sonhos. Rasos não eram. Estava diante de uma lua e de uma música, e diante delas, todas as coisas tem algum porquê. As notas surpreendentes de uma canção desconhecida vinham bem a calhar com aquela criatura severa consigo mesma, que buscava, sem saber, descobrir quais as notas secretas que formavam a canção de seu coração. E não havia outra alternativa a não ser levantar-se, limpar a areia colada nas coxas, e ir em direção ao moço, sua flauta e seu olhar. (5) Era inseguro o caminhar dos pés descalços na superfície incerta e fria. Areia e moça moviam-se em perfeita sincronia, como se dançassem juntas a melodia, que cada vez mais próxima, tornava-se mais abstrata. Mas quais eram mesmo as virtudes soterradas que aquelas notas ao flutuar desvendaram? Não havia mais tempo para lembrar. Se não carregava a virtude de distinguir som e olhar raros, não mais era preciso. A música avisou ao moço que precisava ir embora, para que algo ainda mais raro passasse a ocupar tamanho espaço. E em segundos, moço e moça ensaiaram seus próximos dias e noites. E em silêncio, seguiram juntos, com passos e compassos certos."
Os autores de cada parte:
1 - Maíra Viana
2 - Dom
3 - Patrícia Moura
4 - Bill
5 - Rodrigo Ávila

Então, até a próxima!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

São Paulo: 27nov a 01dez


E depois de um bom tempo sumida daqui, volto para falar sobre a minha viagem a São Paulo que foi, como diria a piauiense Vivianne, tuuudoo! =) Logo de início, caroninha com o Ig e seus pais para ir para o aeroporto Zumbi dos Palmares, durante o vôo: céu negro, pouca turbulência, torrada com requeijão, nuvens lindas e nascer do sol também lindo. Chegando em São Paulo: 2 ônibus e 3 metrôs (não necessariamente nessa ordem) e Vivi(anne), passadinha na avenida Paulista, casa dos meninos no Corifeu (casa onde fiquei), USP (Universidade de São Paulo), almoço no bandeijão da USP, apresentação ao pessoal do laboratório da Vivi, casa, dormida de umas 2 horas e meia e à noite, shopping El Dourado com Francisco Leonardo (educador físico/farmácia, Piauí), Lucíllia (nutricionista/farmácia, Piauí), Felipe (fármaco/farmácia, Ceará) e Vivianne (nutricionista/farmácia, Piauí) e primeira tentativa de assistir ao filme Letra e Música. Detalhe, não assistimos ao filme porque dormi ainda no início dele. No outro dia os comentários da Vivi: "a gente assistindo ao filme, eu comentava, você comentava... mas depois eu comentei, você nada, comentei novamente, você nada, comentei uma terceira vez já pensando 'puxa! ela deve tá com raiva por eu estar falando durante o filme!' e quando olho pra você, você lá no maior do sono!".

28nov.: Simpósio na Mackenzie logo cedo (Vivi me deixou lá, ainda levou me deu merendinha =)), almoço com Ig, depois novamente simpósio à tarde. À noite? Passear na avenida Paulista com a Vivi. A maioria dos lugares que queríamos ir, estavam fechados (SESC, MASP...), mas ainda vimos uma exposição de Newton Mesquita, que faz cada quadro liiindo com uma única cor em diferentes tonalidades, e vimos também outra exposição mais complexa. Chegando em casa: miojo com ovo, feito pela nutricionista Vivianne Sousa! =) 2ª tentativa de assistir Letra e Música, dessa vez não lembro se não assistimo por muita gente entrar no quarto e começar a conversar ou porque dormi novamente.

29nov: Mackenzie pela manhã (fui sozinhaaa! \o/), almoço sozinha, simpósio à tarde e noite... Pizza no Kadalora com Dani (odontologia, São Carlos-SP), Elber (engenheiro elétrico, Brasília), Kaori (administração, Brasília), Midori (?, Brasília), Vivi e eu! \o/ Primeiro dia que vi Elber e que ele, mesmo que sem querer, me fez vergonha... ¬¬ Fomos todos no carro da Dani: eu e Dani na frente, Elber, Kaori, Midori e Vivi atrás. Na ida Elber comenta: "tá até folgado...". Na volta, eu fui atrás e (acho que) Midori foi na frente, aí outro comentário do Elber: "ai... meu braço tá imprensado!" e eu lá... Caladinha, me sentindo A gordinha!

30nov: No ponto de ônibus encontro Midori e Elber, depois pego o ônibus Anhangabaú sozinha pra Mackenzie. Na Mackenzie: minicurso sobre jogos pervasivos para educação, apresentação do meu pôster, entrega do certificado de melhor dissertação do Brasil na área para o Ig, conversa com Sérgio Crespo (eu disse: Sérgio Crespo!!!) e seu convite para que eu more no Rio Grande do Sul por um mês ou dois para continuar o trabalho de um dos orientando dele de mestrado da Unisinos!! =DDD Depois com Vicente e Mário: Sata Efigênia e casa do Vicente. De lá, Vicente (o Brasileiro =)) e eu almoçamos no Terra do Norte, e fomos visitar os lugares que tínhamos planejado. Chegando no primeiro destino: tentativa frustrada de conhecer o Museu da Língua Portuguesa, a pinacoteca e o jardim da Luz, por já estarem fechados. Mas visitamos a estação (de trem) da Luz, a igreja de Santa Efigência (onde estava tendo adoração ao Santíssimo Sacramento), a igreja de São Bento (linda, linda, lindaaaaaaaaaa!! é a igreja que o papa Bento XVI ficou/foi quando veio ao Brasil) e seu mosteiro, a praça da Sé, marco zero (que é em frente à Igreja da Sé) e a enoooooooooooorme Igreja da Sé (também linda!!). Observem que desde a Estação da Luz até aí fomos a pé, e ainda a pé fomos para o bairro da Liberdade, bairro caracterizado por seus moradores serem japoneses ou descendentes. Tão lindo esse bairro! Os "posteres" de lá são diferentes dos do resto dos outros lugares, as lojas todas tem também seu nome em japonês, tem o Jardim Oriental que é muito lindo, lindo mesmo! Mas que só vi, e tirei fotos, pelos portões, pois já estava fechado. Depois, e ainda a pé, Vivi(cente) e eu fomos tomar café na avenida Paulista. Tomei o café chocolate, que é café, uma camada de sorvete de chocolate mais acima e chantili por cima de tudo: delícia! Depois fomos pegar o ônibus para irmos para casa... Ou seja, não fomos pro parque Ibirapuera... =/ Bom, desci no meu ponto e Vicente no da casa dele. Chegando lá, Vivi(anne), Lucí e Léo estavam acabando de se arrumar para irmos à pizzaria Kadalora, e lá vai eu me arrumar... E ouvir vários "é uma Sibaldo mesmo, viu!", "igual ao irmão!" e assim por diante, só por eu estar demorando um pouquinho no banho... 8-) Terminado o banho, vamos à pizzaria! Lá chegou Gabi, amiga da Vivi, que veio com a gente para a festa da Vivi na casa em que fiquei. Antes, Vivi e eu passamos no ponto de ônibus para pegar o Ig e o Edilson (um professor universitário de Brasília que também estava no SBIE - Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (poxa, só vim citar o SBIE agora! e foi por ele que fui à São Paulo!)). Chegando em casa, subi para acabar de me arrumar e depois, quando já estavam todos lá embaixo, desci. A festa foi ótima, engraçada por alguns motivos e diferente... Depois ouve o problema do vizinho ter vindo reclamar do barulho... Não da caixa de som que estava na cozinha, mas do som que "colocaram" na varanda (!!) do primeiro andar... A partir daí algumas pessoas foram embora, entre elas Ig e Edilson. Também já estava no fim (ou quase) da festa. Depois... depois.

01dez: Quando acordei no dia seguinte (01dez), ou no mesmo (01dez), já que a festa começou quase às 00h (entre os dias 30nov e 01dez), tive que me despedir logo cedo do Elber, que ia para uma reunião, às 13h me despedi da Lucí, que ia voltar pro Piauí, almocei e fomos eu e Vivi conhecer os museus do Butantan. Depois Vivi foi me levar na Paulista para pegar os metrôs (e mais um ônibus) com o Ig para irmos ao Aeroporto Internacional de Garulhos. Chegando no aeroporto: chek-in, foto com o Papail Noel, com o Bart Simpson e com o Super Homem =P, coxinha por R$3,8 e viagem de volta para casa... Dessa vez com muio mais turbulências!! =S E com risoto (que nem comi todo por estar ruinzinho), amendoin, fone de ouvido e confeitooos! Parada rápida em Salvador-BA e, depois de uns 45min, Maceióóóó! \o/ Graças à DEUS, em paz! Carona com os pais do Ig até em casa, conversa com minha mãe e meu irmão Marcelo, depois só com Marcelo até às 2:30h do dia 02 de dezembro e... dormir!

Extras:

-Sim, muuuuitos tiraram onda do meu sotaque, apesar de a Vivi ter dito que eu não tinha sotaque tão forte, se não fosse pelo "de/di" e "te/ti"... "Que boniTInho!", "isso é DE quê?"... huahuahuahuahuahua =P
-Descobri uma irmã gêmea, ou prima, lá: Aline! =P
-Ouvia direeeeto a pergunta vinda da Vivi: "tem alguma novidade para me contar?"
-Proposta da poxa Sérgio Crespo me fez!! E é bem fácil de eu ir...
-Numa das manhãs, saindo da casa onde fiquei e indo para a Mackenzie, cheguei no meu destino em 20min. Noutro dia, saí da Mackenzie às 18:10h e cheguei em casa às 19:40h!!! O ônibus parecia não sair do lugar... Ah, detalhe, quando cheguei em casa às 19:40h, o dia ainda estava claro...
-Yaksoba em vários lugares da avenida Paulista por R$2,50 ou R$4!! =O
-Tão bom ouvir todos falarem que gostam pra caramba do meu irmão Marcelo e que estão com saudades do tempo que ele morava lá.
-Descobri que há pessoas que se parecem comigo.
-Tão lindos os 3 irmãos: Midori, Kaori e Elber!! Tão unidos e carinhosos um com o outro! ^^
-Tão fofa a declaração do Léo pra Lucí na festa na minha frente! =)
-Tão apaixonante ver a paixão dos palestrantes do SBIE 2007 por aquilo que fazem, e ver que eles realmente acreditam naquilo!
-Tão bom conhecer pessoas tão legais e de vários locais (Argentina, Brasília, Ceará, Minas Gerais, Piauí, São Paulo, Uruguai)...

E nessa viagem eu recebi de graça o que me ensinaram ser carinho. =)

"Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós." (duplo sentido? Siiiiim! =))

P.S.: Foto da entrada do Jardim Oriental, no bairro da Liberdade. Na madeira tem escrito: "Que a paz prevaleça no mundo". Amém.

sábado, 24 de novembro de 2007

Sempre estar lá


Porque as palavras não estão saindo de mim ultimamente.

"A lua inteira agora
É um manto negro-ô-ô
O fim das vozes no meu rádio-ô-ô
São quatro ciclos
No escuro deserto do céu...

Quero um machado
Pra quebrar o gelo-ô-ô
Quero acordar
Do sonho agora mesmo-ô-ô
Quero uma chance
De tentar viver sem dor...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...

Hum! Hum! Hum Hum! Hum!...

A trajetória
Escapa o risco nú-u-u
As nuvens queimam o céu
Nariz azul-u-u
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro do céu...

Na lua o lado escuro
É sempre igual-al-al
No espaço a solidão
É tão normal-al-al
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro do céu...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar...

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...

Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul..."

(Astronauta de Mármore - Nenhum de Nós, de David Bowie.)

P.S.: Ainda quero postar os comentários (sem quebrar o sigilo, claro) sobre o EJC (Encontro de Jovens com Cristo) que participei fim de semana passado, sendo que agora tou sem paciência pra escrever qualquer coisa, sem paciência pra tanta coisa...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Chão de giz


"(...)Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes...

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
(...)
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
(...)
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!..."

(Chão de Giz, Zé Ramalho)

Ninguém falou que seria fácil... Mas tantos conselhos vieram para se evitar outras tantas dores. Conselhos por cima, já que guardei comigo alguns "segredos".
Amiúde. Quiçá, a última... Espero.

Tantos pensamentos, tantos, tantos, tantos... Que só me fazem nada fazer.

Puxa vida!!! Ainda querem que eu acredite no que é falado, quando a ação é totalmente contra o que se fala!! ='(

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Gira, sol. Gira!


"Agora vamos ter os girassóis do fim do ano
E o calor vem desumano
Tudo irá se expandir, crescer com as águas
Quiçá, amores nos corações"
Milagreiro. Djavan

girassóis.
fim do ano.
calor.

desumano.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

fix[a|a a|a a a]ção

Você pode escolher!


“Deixei os bosques por uma razão tão boa quanto a que me levou para lá. Talvez por ter me parecido que eu tinha várias vidas para viver, e não podia desperdiçar mais tempo com aquela. É impressionante a facilidade com que insensivelmente caímos numa determinada rotina e fazemos pra nós uma trilha batida.”
Henry David Thoreau


"Deus te livre, leitor, de uma idéia fixa."
Machado de Assis




.Aiiiin! Pisei há pouco em uma formiga no banheiro! =S
.Alguns capítulos do TCC dos orientados corrigidos (tou me achando).
.Tema da dissertação quase definido.
.E agora... Dormir porque às 8h da madrugada tenho que fazer uma visitinha ao ortodontista. Qual a cor da borracinha deste mês? O bom de usar aparelho dental é isso: a escolha da cor das novas borracinhas mensalmente! E o ruim é usar o fio dental diariamente... =/

domingo, 11 de novembro de 2007

Recolhida

Tentei.
Acho que não devo me culpar por medo, orgulho ou não tentativa. Tentei, tentei e tentei, apesar de não ter surtido o "efeito" que queria...
Errei.
Muitas vezes errei, errei tentando acertar, errei por sempre ter hora pra voltar pra casa, errei, mesmo que sem querer.
Arrependi(-me).
Por não ter feito a mais, por ter mudado situações/"coisas" que pareciam ser tão boas.
Perdi.
Relacionamentos...
Chorei.
Tanto...
Ganhei.
Experiência... (?) Alguma coisa a gente sempre ganha, não é? Nem que seja o "como agir" com situações parecidas.
Vivi.
"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu viviii..." (Roberto e Erasmo Carlos).
Recolhi.
Porque agora (já deveria ter sido há tempo, eu sei) de se fazer novo.
Sinto.

"Não fui eu, nem Deus, não foi você, nem foi ninguém
Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder
Tem que acontecer
Tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim
Se ninguém tem culpa, não se tem condenação
Se o que ficou do grande amor é solidão
Se um vai perder, outro vai ganhar
É assim que eu vejo a vida e ninguém vai mudar

Eu daria tudo
Pra não ver você cansada
Pra não ver você calada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada
Não sou Deus, nem sou Senhor

Eu daria tudo
Pra não ver você chumbada
Pra não ver você baleada
Pra não ver você arreada
A mulher abandonada
Mas não posso fazer nada
Eu sou um compositor popular

Eu daria tudo
Pra não ver você zangada
Pra não ver você cansada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada
Não sou Deus, nem sou Senhor"

(Tem Que Acontecer - Zeca Baleiro, de Sérgio Sampaio.)

- Eu não posso fazer nada pela sua dor.


Uuuuuááááááááááá...!!! (se é que sou entendida...)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Nuvens

["As nuvens e suas faces.
Às vezes, dão um show.
Às vezes, encobrem o show.
"]
Alexsander Toledo

Nuvens, nuvens, nuvens...


"(...)
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez o que destrói

Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
(...)"
(Metal Contra As Nuvens - Renato Russo)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Valei-me, Deus!


De Flor de Lis (Djavan), eu prefiro uma versão que um dia foi cantada e tocada para mim, uma versão mais Margarida, que Lis:

"E o meu jardim da vida brotou, reviveu! Do pé que brotou Margarida, Maria nasceu..."

Mas a versão da minha trilha sonora não é mais essa hoje, nem foi ontem, nem, nem, nem... =(
Valei-me, DEUS! Que eu não sei mais o porque disso ainda doer tanto... Tanto, tanto...

domingo, 4 de novembro de 2007

O Amor Não Tira Férias/The Holiday


["Se você fosse uma melodia,
seria as melhores notas."]
♫♪

Fala de Mile (Jack Black), para Íris (Kate Winslet).


"... Eu entendo o que é se sentir a menor e a mais insignificante das criaturas do mundo, e isso faz você sentir dores em lugares que nem sabia que existiam no corpo. E não importa quantos penteados você faça, ou as academias em que entrou, quantas taças de chá donê você tome com as amigas... Você ainda vai para a cama toda noite pensando em cada detalhe, imaginando o que fez de errado, ou como pode ter interpretado mal e como foi que, por um breve momento, você achou que podia ser tão feliz. Às vezes você consegue até se convencer de que ele, em um passe de mágica, virá a sua porta. E depois de tudo isso, demore o tempo que tem que demorar, você vai para um lugar novo, vai conhecer pessoas novas que fazem você se valorizar, e pedacinhos da sua alma vão finalmente voltar. E aquela época turva, aqueles anos ou a vida que você desperdiçou, tudo isso começa a se dissipar..."

Parte da fala de Íris (Kate Winslet).

Na foto: Íris (Kate Winslet) e Mile (Jack Black), personagens do filme O Amor Não Tira Férias (The Holiday).

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Partes de um todo



"Espero que você possa aceitar as coisas como elas são; sem pensar que tudo conspira contra você... Porque parte de nós é entendimento.. Mas a outra parte é aprendizado.
Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos; e que no final possa alcançar todos os seus objetivos... Porque parte de nós é cansaço, mas a outra parte é vontade...
Que tudo aquilo que vc vê e escuta possa lhe trazer conhecimento; que essa escola possa ser longa e feliz... Porque parte de nós é o que vivemos, mas a outra parte é o que esperamos...
Que você possa aprender a perder sem se sentir derrotado; que isso possa fazer você cada vez mais guerreiro... Porque parte de nós é o que temos, mas a outra parte é sonho...
Que durante sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros.
Que você possa aceitar que só quem soube da sombra, pode saber da luz... Porque parte de nós é angústia, mas a outra parte é conforto...
Que você nunca deixe de acreditar; que nunca perca sua fé...
Porque parte de Deus é amor... E a outra parte também!!"

Texto do papa João Paulo II.
Sábias palavras.


E a vida é uma constante inconstância... Uma hora estamos mais alegres, mesmo com todas as coisas que se tem para fazer, e logo depois vem aquele aperto, vem algo que nos deixa pra baixo...

Tudo é tão fugaz.
"Há meros devaneios tolos a me torturar..." (Zé Ramalho, em Chão de Giz)
=/

Ao som de "trago essa rosaaaa, para lhe dar! trago essa rosaaaa, para lhe dar! meu amor..." (Tim Maia).

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Parafuso de cabo de serrote


Tudo começou quando peguei um copo cheio d'água, um saco de pipoca Bokus e um artigo sobre Linhas de Produtos de Software e fui pra sala... Conversei um pouco com minha mãe e depois liguei a televisão e, como de costume, comecei a passar de canal para canal, pra ver o que tinha de bom. Quando passei pelo canal 15 (pela Big TV), ouvi aquela animação de um grupo tocando e uma mulher dançando animadamente a seguinte música:

"Imbolá coco é assim, imbolá coco é assim...
Quando a gente perde o começo, não sabe quando é o fim."

Era o fechamento de uma apresentação do Teatro é o Maior Barato.
Depois veio uma propagando interessantíssima da One Earth (www.oneearth.org) e, logo depois, começou a apresentação palestra (?) de abertura (creio eu) da Bienal do Livro de 2007 (do dia 24 de novembro do ano corrente). "Descobri" um canal alagoano.

Quem estava conversando/encenando/apresentando seu trabalho na Bienal do Livro, quem?! Jessier Quirino, um poeta de Campina Grande - PB, que faz poemas/músicas que mostram a realidade nordestina, e também a de matutos.
Até então eu não conhecia nada sobre ele, e ele foi se apresentando como arquiteto, poeta e matuto! E foi então interpretando vários trabalhos seus que hoje se encontram em livros, CDs e páginas na Web.
Jessier tem uma memória incrível! Os poemas/músicas dele são enormes e ele não olhava em nenhum momento para material algum! E ainda contou algumas cenas cômicas do cotidiano de um matuto.
Ele apresentou de forma encenada com seus próprios gestos: Parafuso de Cabo de Serrote, Paisagem de Interior, Vou-me Embora Pro Passado (que tem alguns traços de Vou-me Embora pra Pasárgada, de Manoel Bandeira), Maria Pano de Chão (que achei linda!) e outras.

Jessier falou algo interessante que me fez acreditar que também sou matuta, foi algo mais ou menos assim: "matuto é todo inxirido quando tá em casa, com a família... todo sem vergonha, cheio das brincadeiras... mas quando tá fora de casa ele fica todo cismado". Daí eu: "pronto! sou uma matuta!".

Em um dos poemas dele, um matuto fala:
"Aprender nunca é demais.
Mas aprender nunca, é demais!"
Realmente.

Bom, desde então sou fã dele e estou fazendo propaganda dele! Já ouvi por completo o CD Bandeira Nordestina dele, onde há várias histórias (ou são estórias?) interessantíssimas e engraçadas.

Na foto, o próprio: Jessier Quirino.

sábado, 27 de outubro de 2007

A última que morre


A esperança sempre esteve aqui, presente e viva. Vezes fazendo festa, vezes quieta, vezes fazendo o ser em que ela habitava se encher de alegria, vezes pedindo pra esse ser esperar, vezes fundamentada, vezes feitas de ilusão.

-A esperança é a última que morre!

Isso era o que mais se comentava por aí. E só se via esperanças por aí: umas gordinhas, outras menos, umas novinhas, outras idosas... Mas não se sabia que aquele dia chegaria.

novembro
dezembro
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro

... E num belo dia de sol... Assim, como em outros dias, houve saudade, houve choro, houve dor, houve descrença, houve descaso e então...
... Houve, naquele dia, a morte da esperança.

E o que ainda se comenta por aí é que ela pode até não ter sido a última a morrer dentre seus companheiros, porém, qualquer rastro dela se foi.

Quem a matou? Aquele que muitas vezes a alimentou.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Ah, história...


"Que tempo é esse que passa voando?
E esse amor só aumentando
Já não sei o que fazer
Agora é tarde, já passou da hora
Não consegue, vai embora
Ou paga pra ver
Chamei tua atenção e você não me nota
Abri meu coração você fechou a porta
E pediu pra te esquecer
Historia de amor é sempre verdadeira
A gente ri e chora por qualquer besteira
E eu não vou mais chorar por você
Que não sabe o que dizer
Que me olha e não me vê
E eu não vou mais chorar por você
Que não soube entender
Minha vontade de viver
E eu não vou mais chorar
Que tempo é esse?"

(História de Amor, Falamansa.)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Dia-a-dia


Falas, dúvidas, ações, cicatrizes, silêncio, confusão, aperto, omissão, missão, difícil, cumprir, cumprimentos, conselhos, abandono, distância, ausência, angústia, esquecimento, sentimento.

domingo, 21 de outubro de 2007

Tropa de Elite

["Missão dada é missão cumprida."]

"Agora o bicho vai pegar!!!
Tô chegando de bicho, tô chegando e é de bicho
Pode parar com essa história de se fazer de difícil
Que eu tô chegando, tô chegando e é de bicho
Pode parar com essa marra, pode parando tudo isso

Num dá bobeira não
Cê tá na minha mão, segunda - feira é só história pra contar
Não vem cum idéia não
Não quero confusão
Mas vamo junto que hoje o bicho vai pegar

Chegou a Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você
Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você

Chega pra lá, chega pra lá
Tô chegando e vou passar
Cheguei de repente, vai ser diferente
Sai da minha frente
Sai da minha frente meu irmão, não
Não vem com isso não
Tô chegando é de ladrão
Porque quando eu pego eu levo na mão
Não mando recado vou na contramão

Num dá bobeira não
Cê tá na minha mão, segunda - feira é só história pra
contar
Não vem cum idéia não
Não quero confusão
Mas vamo junto que hoje o bicho vai pegar

Tem dia que a criança chora, mas a mãe não escuta
E você nada pra fora, mas a vala te puxa
Hoje pode ser meu dia, pode até ser o seu
A diferença é que eu vou embora, mas eu levo o que é meu

Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você
Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você"

(Tropa de Elite, de Egypcio, Pg, Román, Baía, Leo e Jonny. Tihuana)


Tropa de Elite, filme brasileiro o qual mostra um pouco (?) da ligação entre Polícia Civil, BOPE e tráfico.

O que há o filme!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Enxergar

"Sei
Mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou.

E fato é o ato da procura
E a cura não existe
Só o que era certo
Eu descobri
Nem sempre era o melhor.

Abri os olhos,
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar.

Não sei afastar
A dor de saber
Que o saber não há
Só não sei dizer
Se esse meu ver
Se pode explicar.

Enquanto eu penso
Tanto entendo
Que é mais fácil
Não pensar.
O que era certo
Eu aprendi
A sempre questionar.

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar!

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar!"

(Abri os Olhos, de Sandy Leah e Lucas Lima. Cantada por Saaandy e Júniooor!)

1.Maria
2.Descartes

Blablabla... Sombrancelha troncha.
Ainda que só tivesse isso de troncho no mundo...

É... É verdade que é tudo verdade.

.Esquecera de mim, por eu não mais lembrar que eu existo. "Isso era de se esperar, não era? É só a verdade, a realidade, então..."
.Como diria o meu professor Doutor Carlos Argolo: "Engula e pronto!".
.E ponto.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Afaga? Apedreja...

"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"

(Versos Íntimos - Augusto dos Anjos)


.Ninguém, ninguém, ninguém...

.Lembrei desse poema de Augusto dos Anjos que, no primeiro ano do Ensino Médio, meu professor de Literatura, Damião Augusto, encenou com uma caveira nas mãos...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Chorando e cantando



"Quando fevereiro chegar, saudade já não mata a gente
A chama continua no ar, o fogo vai deixar semente
A gente ri, a gente chora... ai, ai... ai, ai
A gente chora fazendo a noite parecer um dia

Faz mais, depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois, depois do amor, ô, ô, ô, ô

Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei
Só você,
meu amor
Ninguém verá o sonho que sonhei


Um sorriso quando acordar pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar na luz de cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina, me faz virar um astro incandescente
O teu amor faz cometer loucuras

Faz mais, depois faz acordar chorando
Pra fazer e acontecer verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois, depois do amor, ô, ô, ô, ô

Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei
Só você, meu amor

Ninguém verá o sonho que sonhei"

(Chorando e Cantanto, de Geraldo Azevedo e Fausto Nilo)


Olha lá! A plantinha ainda está viva! Só não entendo o porquê, se não há
água ao seu redor.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

"Xiiiiiiiiiiiis"

Por que será que quando muitas pessoas estão com uma câmera fotográfica na mão se tornam tão narcisas?

Fotografia.
O quanto ela é verdadeira?
O quanto ela esconde da verdade?
O quanto ela tenta criar uma opinião não verdadeira?...
O quanto ela mostra da verdade?
O quanto de emoção ela consegue nos trazer da ocasião nela impressa?
O quanto ela nos traz de tristeza, ou de alegria...?


-Mais um pouquinho pra direita... Não, não, agora pra esquerda... Iiisso... E agora diga "xiiiiiis"!





Lembrei agora de uma música que tem no único CD que tenho (eu? acho que é da minha irmã... mas como tá aqui em casa... 8-)) de Caetano Veloso.

"(...) Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso (...)"

(Parte da música Sampa, de Caetano Veloso)

.Algo assim: "Feliz 23 anos e um mês!", recebi hoje da minha irmã Cristina! =)
.Meu irmão comprou um quebra-cabeça de 500 peças para a gente montar e na caixa tem algumas dicas para montar... A primeira dica: "confira o número de peças com a informação existente na lateral da embalagem." ¬¬

domingo, 7 de outubro de 2007

Fel

Amargo.


Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

sábado, 6 de outubro de 2007

Menos uma

MagaliArianeBrendaCarlaDanilaElisFernandaRebecaLeilaSara
IndiraMarianaJoanaLuanaZuleidePedritaQueilaRaissaSandra
CibeleAnaValescaOlgaAdrianaCreuzaIveteLauraNormaTalita
MarinaTarsilaClaraMorganaAlineDoloresElisaFionaGiseleJade
LaraOdeteMarisaNairPriscilaGeruzaHelenaMabelJuditePoliana
MargareteNairCarmemFlavianaAnitaBrigite
RitaSabrinaTacianaZoraideAbigailSimoneMarleneJuraciTeresa
VeraLailaCarolinaIaraDoraEstelaEduardaBeneditaJuremaAriel


.Porque "balaio de gato", ou "balaio de gatas", como quiser!, não é o meu "lugar" preferido.
E eu? Vou procurar o meu lugar...
.Irritadiça... Sufocada.


"Corra, não pare, não pense demais
Repare essas velas no cais
Que a vida é cigana
É caravana
É pedra de gelo ao sol
Degelou teus olhos tão sós
Num mar de água clara"
(Caravana, de Geraldo Azevedo e Zé Ramalho)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cativa

Eu, cativa.
Não me esqueço: dCm. "E vice-versa". (?)

Li o livro O Pequeno Príncipe, de Saint Exupéry, duas ou três vezes. E ele é um dos melhores livros que já li. O texto abaixo é o capítulo 21 (XXI, se preferir) deste livro. Gostei tanto desse capítulo, que quis coloca-lo por completo aqui, mesmo que para lê-lo, seja preciso fazer muito uso da barra de rolagem.
E há tempo que a assinatura de um dos meus e-mails é "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."...


"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? Perguntou o principezinho. -Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa. Disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

.
Mais um dia... E já faz alguns dias que o sorriso sincero me fugiu.
Quando pensamos que as coisas estão melhorando, vem aquele aperto no coração.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Solta o som


Não rebole,
dance.
["... como se ninguém estivesse olhando."]



(Na foto: Laís Sibaldo, em Paulo Jacinto-AL)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Mais uma

MagaliArianeBrendaCarlaDanilaElisFernandaRebecaLeilaSara
IndiraMarianaJoanaLuanaZuleidePedritaQueilaRaissaSandra
CibeleAnaValescaOlgaAdrianaCreuzaIveteLauraNormaTalita
MarinaTarsilaClaraMorganaAlineDoloresElisaFionaGiseleJade
LaraOdeteMarisaNairPriscilaGeruzaHelenaMabelJuditePoliana
MargareteNairCarmemFlavianaAnitaMariaAparecidaBrigite
RitaSabrinaTacianaZoraideAbigailSimoneMarleneJuraciTeresa
VeraLailaCarolinaIaraDoraEstelaEduardaBeneditaJuremaAriel

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Acaso é saudade?


Em um concurso que fiz há um ou dois meses vi esse texto e achei interessante... Interessante a forma da personagem falar sobre a saudade que sente de sua senhora, de forma a apresentar alguns desleixos domésticos para demonstrar que está sentindo falta dela, sua senhora... Texto de Dalton Trevisan, entitulado como Apelo.

"Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.

Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor."

.
É tão ruim ver que é verdade tudo o que falavam pra mim e que eu sempre contrariava... E outras coisas que via, mas não queria acreditar... Sempre dando uma desculpa a mais por cada descuido para comigo, para cada feridinha aberta...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Unidades de tempo


Tempo, tempo, tempo... Passaram-se 10 meses... Ao avesso.

"O tempo é ágil, minha menina frágil."

domingo, 23 de setembro de 2007

N'água


Então... Uma menina, que até então morava no mundo da lua, leva um baque de lá... E adentra numa água friiia, bem fria. E depois... O depois não é sabido. Só se sabe do agora, do frio de agora.

"Camarada d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve, por enquanto nos deixou...
Camarada viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor
Viva à tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do Norte
Que a noite entregou!

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for... e não for

'Você é riacho e acho que teu rio corre pra longe do meu mar... Mar marvado seria o rio, que correndo do meu riacho... Levaria o que acho pra onde ninguém pode achar...'

Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria
Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia"

(Camarada D'Água, de Fernando Anitelli e Danilo Souza; por O Teatro Mágico.)

P.S.: A família é realmente algo muito lindo, lindo mesmo! E me comove. Que as 'fami-ilhas' dêem lugar às famílias.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Meu pesar


É como se aquilo tudo tivesse sido nada... E que pudesse ser deixado de lado assim...
=/

"É como se a gente não soubesse
Pra que lado foi a vida
Por que tanta solidão
E não é a dor que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão

Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraido
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou

É como se a gente presentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou medo de ficar
Vazio demais meu coração

Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou"

(A Medida da Paixão, de Lenine e Dudu Falcão)

sábado, 15 de setembro de 2007

Imprevisto


Talvez essa seja apenas a sua forma de dizer "adeus"...
E quanto ao passado, ao presente e ao futuro, entrego à DEUS!
Ah, o passado, pretérito perfeito (sim, há ambigüidade), tá aqui bem guardado em mim também.

Insisto: não seja tão breve!


Tchau. Até logo!


"Eu quis querer o que o vento não leva
Pra que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Pra que quem eu amo não mudasse nunca
Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos bem devagar
Ponderado, perfeitamente equilibrado
Até que num dia qualquer eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas e as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa"

(Um Pequeno Imprevisto, de Herbert Vianna e Thedy Correa. Ouvindo-a por Paralamas do Sucesso)

.
E um dia o que é falado é ouvido/escutado...
... E é tudo tão dolorido...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mundo de preás


Vou dormir... E acordar feliz no meu mundo... Mesmo que não haja preás nele.

"Para dissolver pequenas nódoas, pelas quais não vale a pena sofrer (mas a gente sofre), há um atalho para livrar-se logo delas e caminhar mais levemente. Sempre que sentir-se ofendida, se questione se aquilo foi uma coisa verdadeira ou se incomodou apenas o seu ego, sua imagem externa, e isso não é o que importa.
Não vale a pena sofrer por conta da vaidade, da competição, da rejeição, por algo que, na realidade, não ofendeu sua essência. Senão vêm a mágoa, a frustração, a pressão no peito... Está montada a armadilha para colher aflição e entrar num escuro sem fim. Tem que pôr luz aí dentro, para poder ver.
Quando vejo, começo a entender alguma coisa e a chegar mais perto do perdão, que vem da aceitação profunda de que o outro, apesar de tudo, é um ser igualzinho a mim. Perdoar é um bem que fazemos a nós mesmos.
Perdoar vale a pena!"

(autor desconhecido)

.
... E quando acordo não sei mais se o sonho que tive é apenas a nova realidade, ou o que realmente se passou foi apenas um sonho...
.


P.S.: Foto tirada pelo meu mano Marcelo no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Ele disse que essas imagens vinham do chão! =)
E minha viagem pra Sampa agora no fim do mês furou... Por falta de grana... =/

domingo, 9 de setembro de 2007

Cio da Terra


"Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão"

(O Cio da Terra, Milton Nascimento e Chico Buarque)

Essa é "a" música!! Essa música definitivamente é o que há! Muito, muuuuuito linda! Não sei se gosto tanto dela por sua letra, sua melodia... Ou pela carga de lembranças que ela me traz... =)
Fui apresentada a essa música pela primeira vez quando eu estava no segundo ano do Ensino Médio, ou seja, no ano de 2001! Nossa! Há 6 anos! Quem me apresentou essa música? O professor Doutor Carlos Argolo!! A mim e a minha turma. Poxa... Foi emocionante esse dia! Ele nos levou para o laboratório de Física do CEFET-AL e passou um vídeo onde haviam dois corais cantando essa música em homenagem a Milton Nascimento. Era um grupo de crianças pobres, e outro grupo de crianças, digamos, bem de vida... Muito bem de vida, creio eu. Ele, o professor, quis mostrar a gente que, independente da classe econômica, todos nós tínhamos igual potêncial para realizar o que queríamos. Ele até fez uma comparação dizendo que o grupo pobre éramos nós, do CEFET-AL, e o de riquinhos, uma escola aí que sempre está nos outdoors informando que não-sei-quantos alunos deles passaram no vestibular e ocuparam os primeiros lugares. O que ele quis mostrar é que, assim como ambos os grupos catavam muito bem, assim nós também poderíamos nos sair muito bem no vestibular, tanto quanto os jovens da escola particular. =)
Ahh, ainda mais... Foi essa a (única) música que aprendi a tocar (o início, ao menos...) em um pife. Detalhe: o pife foi contruído por mim mesma e incentivada pelo professor, como o fez aos outros alunos! :D
Ai, ai, ai... Quantas ótimas lembranças do meu CEFET-AL!!!
.
Hoje assisti a dois filmes: o brasileiro (i) O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias: bom! Apresenta a adaptação de um garoto em sua nova moradia. E isso em meio a ditadura e a copa do mundo de 1970. E (ii) Paranóia: que suspense é esse!! Menino do céu, não assisto mais suspenses! Pense como fiquei com o coração na mão! Bom filme também!
.
E hoje mais algumas da Cleane...
Em meio à confusão de leva ou não leva a Cida pro hospital agora à noite... Vem Cleane e se intromete:
-Ouxe, mainha! Mas todo mundo não chama o tio de doutor? Então... Ele pode ajudar a tia Cida! Não precisa de outro doutor...!
... E mais...
-Tia, vamos pra casa com a gente! Minha mãe é contadora, ela resolve tuuudoooo!

=) So cute!...
.
Hummm... Cheirinho de bolo...