domingo, 23 de setembro de 2007

N'água


Então... Uma menina, que até então morava no mundo da lua, leva um baque de lá... E adentra numa água friiia, bem fria. E depois... O depois não é sabido. Só se sabe do agora, do frio de agora.

"Camarada d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve, por enquanto nos deixou...
Camarada viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor
Viva à tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do Norte
Que a noite entregou!

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for... e não for

'Você é riacho e acho que teu rio corre pra longe do meu mar... Mar marvado seria o rio, que correndo do meu riacho... Levaria o que acho pra onde ninguém pode achar...'

Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria
Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia"

(Camarada D'Água, de Fernando Anitelli e Danilo Souza; por O Teatro Mágico.)

P.S.: A família é realmente algo muito lindo, lindo mesmo! E me comove. Que as 'fami-ilhas' dêem lugar às famílias.

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