quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Partes de um todo



"Espero que você possa aceitar as coisas como elas são; sem pensar que tudo conspira contra você... Porque parte de nós é entendimento.. Mas a outra parte é aprendizado.
Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos; e que no final possa alcançar todos os seus objetivos... Porque parte de nós é cansaço, mas a outra parte é vontade...
Que tudo aquilo que vc vê e escuta possa lhe trazer conhecimento; que essa escola possa ser longa e feliz... Porque parte de nós é o que vivemos, mas a outra parte é o que esperamos...
Que você possa aprender a perder sem se sentir derrotado; que isso possa fazer você cada vez mais guerreiro... Porque parte de nós é o que temos, mas a outra parte é sonho...
Que durante sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros.
Que você possa aceitar que só quem soube da sombra, pode saber da luz... Porque parte de nós é angústia, mas a outra parte é conforto...
Que você nunca deixe de acreditar; que nunca perca sua fé...
Porque parte de Deus é amor... E a outra parte também!!"

Texto do papa João Paulo II.
Sábias palavras.


E a vida é uma constante inconstância... Uma hora estamos mais alegres, mesmo com todas as coisas que se tem para fazer, e logo depois vem aquele aperto, vem algo que nos deixa pra baixo...

Tudo é tão fugaz.
"Há meros devaneios tolos a me torturar..." (Zé Ramalho, em Chão de Giz)
=/

Ao som de "trago essa rosaaaa, para lhe dar! trago essa rosaaaa, para lhe dar! meu amor..." (Tim Maia).

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Parafuso de cabo de serrote


Tudo começou quando peguei um copo cheio d'água, um saco de pipoca Bokus e um artigo sobre Linhas de Produtos de Software e fui pra sala... Conversei um pouco com minha mãe e depois liguei a televisão e, como de costume, comecei a passar de canal para canal, pra ver o que tinha de bom. Quando passei pelo canal 15 (pela Big TV), ouvi aquela animação de um grupo tocando e uma mulher dançando animadamente a seguinte música:

"Imbolá coco é assim, imbolá coco é assim...
Quando a gente perde o começo, não sabe quando é o fim."

Era o fechamento de uma apresentação do Teatro é o Maior Barato.
Depois veio uma propagando interessantíssima da One Earth (www.oneearth.org) e, logo depois, começou a apresentação palestra (?) de abertura (creio eu) da Bienal do Livro de 2007 (do dia 24 de novembro do ano corrente). "Descobri" um canal alagoano.

Quem estava conversando/encenando/apresentando seu trabalho na Bienal do Livro, quem?! Jessier Quirino, um poeta de Campina Grande - PB, que faz poemas/músicas que mostram a realidade nordestina, e também a de matutos.
Até então eu não conhecia nada sobre ele, e ele foi se apresentando como arquiteto, poeta e matuto! E foi então interpretando vários trabalhos seus que hoje se encontram em livros, CDs e páginas na Web.
Jessier tem uma memória incrível! Os poemas/músicas dele são enormes e ele não olhava em nenhum momento para material algum! E ainda contou algumas cenas cômicas do cotidiano de um matuto.
Ele apresentou de forma encenada com seus próprios gestos: Parafuso de Cabo de Serrote, Paisagem de Interior, Vou-me Embora Pro Passado (que tem alguns traços de Vou-me Embora pra Pasárgada, de Manoel Bandeira), Maria Pano de Chão (que achei linda!) e outras.

Jessier falou algo interessante que me fez acreditar que também sou matuta, foi algo mais ou menos assim: "matuto é todo inxirido quando tá em casa, com a família... todo sem vergonha, cheio das brincadeiras... mas quando tá fora de casa ele fica todo cismado". Daí eu: "pronto! sou uma matuta!".

Em um dos poemas dele, um matuto fala:
"Aprender nunca é demais.
Mas aprender nunca, é demais!"
Realmente.

Bom, desde então sou fã dele e estou fazendo propaganda dele! Já ouvi por completo o CD Bandeira Nordestina dele, onde há várias histórias (ou são estórias?) interessantíssimas e engraçadas.

Na foto, o próprio: Jessier Quirino.

sábado, 27 de outubro de 2007

A última que morre


A esperança sempre esteve aqui, presente e viva. Vezes fazendo festa, vezes quieta, vezes fazendo o ser em que ela habitava se encher de alegria, vezes pedindo pra esse ser esperar, vezes fundamentada, vezes feitas de ilusão.

-A esperança é a última que morre!

Isso era o que mais se comentava por aí. E só se via esperanças por aí: umas gordinhas, outras menos, umas novinhas, outras idosas... Mas não se sabia que aquele dia chegaria.

novembro
dezembro
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro

... E num belo dia de sol... Assim, como em outros dias, houve saudade, houve choro, houve dor, houve descrença, houve descaso e então...
... Houve, naquele dia, a morte da esperança.

E o que ainda se comenta por aí é que ela pode até não ter sido a última a morrer dentre seus companheiros, porém, qualquer rastro dela se foi.

Quem a matou? Aquele que muitas vezes a alimentou.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Ah, história...


"Que tempo é esse que passa voando?
E esse amor só aumentando
Já não sei o que fazer
Agora é tarde, já passou da hora
Não consegue, vai embora
Ou paga pra ver
Chamei tua atenção e você não me nota
Abri meu coração você fechou a porta
E pediu pra te esquecer
Historia de amor é sempre verdadeira
A gente ri e chora por qualquer besteira
E eu não vou mais chorar por você
Que não sabe o que dizer
Que me olha e não me vê
E eu não vou mais chorar por você
Que não soube entender
Minha vontade de viver
E eu não vou mais chorar
Que tempo é esse?"

(História de Amor, Falamansa.)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Dia-a-dia


Falas, dúvidas, ações, cicatrizes, silêncio, confusão, aperto, omissão, missão, difícil, cumprir, cumprimentos, conselhos, abandono, distância, ausência, angústia, esquecimento, sentimento.

domingo, 21 de outubro de 2007

Tropa de Elite

["Missão dada é missão cumprida."]

"Agora o bicho vai pegar!!!
Tô chegando de bicho, tô chegando e é de bicho
Pode parar com essa história de se fazer de difícil
Que eu tô chegando, tô chegando e é de bicho
Pode parar com essa marra, pode parando tudo isso

Num dá bobeira não
Cê tá na minha mão, segunda - feira é só história pra contar
Não vem cum idéia não
Não quero confusão
Mas vamo junto que hoje o bicho vai pegar

Chegou a Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você
Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você

Chega pra lá, chega pra lá
Tô chegando e vou passar
Cheguei de repente, vai ser diferente
Sai da minha frente
Sai da minha frente meu irmão, não
Não vem com isso não
Tô chegando é de ladrão
Porque quando eu pego eu levo na mão
Não mando recado vou na contramão

Num dá bobeira não
Cê tá na minha mão, segunda - feira é só história pra
contar
Não vem cum idéia não
Não quero confusão
Mas vamo junto que hoje o bicho vai pegar

Tem dia que a criança chora, mas a mãe não escuta
E você nada pra fora, mas a vala te puxa
Hoje pode ser meu dia, pode até ser o seu
A diferença é que eu vou embora, mas eu levo o que é meu

Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você
Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você"

(Tropa de Elite, de Egypcio, Pg, Román, Baía, Leo e Jonny. Tihuana)


Tropa de Elite, filme brasileiro o qual mostra um pouco (?) da ligação entre Polícia Civil, BOPE e tráfico.

O que há o filme!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Enxergar

"Sei
Mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou.

E fato é o ato da procura
E a cura não existe
Só o que era certo
Eu descobri
Nem sempre era o melhor.

Abri os olhos,
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar.

Não sei afastar
A dor de saber
Que o saber não há
Só não sei dizer
Se esse meu ver
Se pode explicar.

Enquanto eu penso
Tanto entendo
Que é mais fácil
Não pensar.
O que era certo
Eu aprendi
A sempre questionar.

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar!

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar!"

(Abri os Olhos, de Sandy Leah e Lucas Lima. Cantada por Saaandy e Júniooor!)

1.Maria
2.Descartes

Blablabla... Sombrancelha troncha.
Ainda que só tivesse isso de troncho no mundo...

É... É verdade que é tudo verdade.

.Esquecera de mim, por eu não mais lembrar que eu existo. "Isso era de se esperar, não era? É só a verdade, a realidade, então..."
.Como diria o meu professor Doutor Carlos Argolo: "Engula e pronto!".
.E ponto.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Afaga? Apedreja...

"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"

(Versos Íntimos - Augusto dos Anjos)


.Ninguém, ninguém, ninguém...

.Lembrei desse poema de Augusto dos Anjos que, no primeiro ano do Ensino Médio, meu professor de Literatura, Damião Augusto, encenou com uma caveira nas mãos...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Chorando e cantando



"Quando fevereiro chegar, saudade já não mata a gente
A chama continua no ar, o fogo vai deixar semente
A gente ri, a gente chora... ai, ai... ai, ai
A gente chora fazendo a noite parecer um dia

Faz mais, depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois, depois do amor, ô, ô, ô, ô

Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei
Só você,
meu amor
Ninguém verá o sonho que sonhei


Um sorriso quando acordar pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar na luz de cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina, me faz virar um astro incandescente
O teu amor faz cometer loucuras

Faz mais, depois faz acordar chorando
Pra fazer e acontecer verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois, depois do amor, ô, ô, ô, ô

Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei
Só você, meu amor

Ninguém verá o sonho que sonhei"

(Chorando e Cantanto, de Geraldo Azevedo e Fausto Nilo)


Olha lá! A plantinha ainda está viva! Só não entendo o porquê, se não há
água ao seu redor.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

"Xiiiiiiiiiiiis"

Por que será que quando muitas pessoas estão com uma câmera fotográfica na mão se tornam tão narcisas?

Fotografia.
O quanto ela é verdadeira?
O quanto ela esconde da verdade?
O quanto ela tenta criar uma opinião não verdadeira?...
O quanto ela mostra da verdade?
O quanto de emoção ela consegue nos trazer da ocasião nela impressa?
O quanto ela nos traz de tristeza, ou de alegria...?


-Mais um pouquinho pra direita... Não, não, agora pra esquerda... Iiisso... E agora diga "xiiiiiis"!





Lembrei agora de uma música que tem no único CD que tenho (eu? acho que é da minha irmã... mas como tá aqui em casa... 8-)) de Caetano Veloso.

"(...) Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso (...)"

(Parte da música Sampa, de Caetano Veloso)

.Algo assim: "Feliz 23 anos e um mês!", recebi hoje da minha irmã Cristina! =)
.Meu irmão comprou um quebra-cabeça de 500 peças para a gente montar e na caixa tem algumas dicas para montar... A primeira dica: "confira o número de peças com a informação existente na lateral da embalagem." ¬¬

domingo, 7 de outubro de 2007

Fel

Amargo.


Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

sábado, 6 de outubro de 2007

Menos uma

MagaliArianeBrendaCarlaDanilaElisFernandaRebecaLeilaSara
IndiraMarianaJoanaLuanaZuleidePedritaQueilaRaissaSandra
CibeleAnaValescaOlgaAdrianaCreuzaIveteLauraNormaTalita
MarinaTarsilaClaraMorganaAlineDoloresElisaFionaGiseleJade
LaraOdeteMarisaNairPriscilaGeruzaHelenaMabelJuditePoliana
MargareteNairCarmemFlavianaAnitaBrigite
RitaSabrinaTacianaZoraideAbigailSimoneMarleneJuraciTeresa
VeraLailaCarolinaIaraDoraEstelaEduardaBeneditaJuremaAriel


.Porque "balaio de gato", ou "balaio de gatas", como quiser!, não é o meu "lugar" preferido.
E eu? Vou procurar o meu lugar...
.Irritadiça... Sufocada.


"Corra, não pare, não pense demais
Repare essas velas no cais
Que a vida é cigana
É caravana
É pedra de gelo ao sol
Degelou teus olhos tão sós
Num mar de água clara"
(Caravana, de Geraldo Azevedo e Zé Ramalho)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cativa

Eu, cativa.
Não me esqueço: dCm. "E vice-versa". (?)

Li o livro O Pequeno Príncipe, de Saint Exupéry, duas ou três vezes. E ele é um dos melhores livros que já li. O texto abaixo é o capítulo 21 (XXI, se preferir) deste livro. Gostei tanto desse capítulo, que quis coloca-lo por completo aqui, mesmo que para lê-lo, seja preciso fazer muito uso da barra de rolagem.
E há tempo que a assinatura de um dos meus e-mails é "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."...


"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? Perguntou o principezinho. -Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa. Disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

.
Mais um dia... E já faz alguns dias que o sorriso sincero me fugiu.
Quando pensamos que as coisas estão melhorando, vem aquele aperto no coração.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Solta o som


Não rebole,
dance.
["... como se ninguém estivesse olhando."]



(Na foto: Laís Sibaldo, em Paulo Jacinto-AL)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Mais uma

MagaliArianeBrendaCarlaDanilaElisFernandaRebecaLeilaSara
IndiraMarianaJoanaLuanaZuleidePedritaQueilaRaissaSandra
CibeleAnaValescaOlgaAdrianaCreuzaIveteLauraNormaTalita
MarinaTarsilaClaraMorganaAlineDoloresElisaFionaGiseleJade
LaraOdeteMarisaNairPriscilaGeruzaHelenaMabelJuditePoliana
MargareteNairCarmemFlavianaAnitaMariaAparecidaBrigite
RitaSabrinaTacianaZoraideAbigailSimoneMarleneJuraciTeresa
VeraLailaCarolinaIaraDoraEstelaEduardaBeneditaJuremaAriel