Pois não é que eu achava que já estava bem grandinha?
A gente vai caminhando, passo a passo, e vai chegando a lugares e responsabilidades tão queridas e almejadas que nem pensa muito sobre o que elas querem dizer.
Às vezes eu penso: é querer abacar o mundo com as mãos? Tavez não. Já é o tempo, e ainda somos jovens.
Crescer requer renúncias e tempo, o que não se encontra com sobra por aí. E crescendo a gente ganha mais e mais responsabilidades.
Engraçado que é assim: a gente sofre com uma etapa vencida, mas quer mais. E vem outras etapas, cada uma com seu esforço.
Tava pensando sobre as mudanças repentinas que aparecem na nossa vida... E tava sentindo o medo que dá quando pensando nelas. Pensando nas inúmeras responsáveis que a gente agrega ao passar do tempo e no quão fortes se pede que a gente seja - e uma hora o, e no quanto eu outra a gente realmente se torna aquele padrão de força requisitado, mas é preciso ainda mais estrada.
Era confortável apenas fazer o que os pais pediam... Sem ter de necessariamente pensar sobre uma questão, eles já vinham com a solução. Agora as coisas mudam e sentido medo eu digo:
-Eu quero a minha mãe!
Porque é a dona Margarida a referência que tenho de carinho, companheirismo, força e bons conselhos, desde 1984.