segunda-feira, 31 de março de 2008

Cantiga do Pastor


"Ai que ninguém volta
Ao que já deixou
Ninguém larga a grande roda
Ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
Nem o que sonhou
E aquele menino canta
A cantiga do pastor

Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Deixa a alma de vigia
Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Acordar é que eu não queria"
(O Pastor, Madredeus)

Ouvi essa música dia desses na TV e achei linda... O som e a letra.

Sábado fui visitar com alguns integrantes do EJC (Encontro de Jovens com Cristo) o asilo Luíza de Marilac para idosas: tão interessante! Umas tão animadas, como a dona Evilásia: tão sã, animada e cantava, cantava... conversava alegremente, apesar de fazê-lo deitada. Outras mais fechadas, sem querer conversar. Umas sem poder caminhar, outras com dificuldade de caminhar. Todas tão carentes de atenção. Achei interessante que em alguns quartos que fui sempre tinha uma bem alegre junto de outra mais fechada (o quatro é para duas pessaoas), acho que fazem isso propositalmente, para a animada alegrar a companheira.
Apesar das diferenças, todas gostaram muito das músicas da igreja que foram cantadas/tocadas. Como um dia alguém falou, e eu não sei quem, Música - a línguagem universal.


Quanto à foto... Alguma semelhança? Pura coincidência! hah! =P
Em Massagueira, depois de uma caldeirada, no feriado de 7set2007.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Nunca se sabe...


... o que irá acontecer no segundo posterior ao que se vive agora. O futuro, por mais próximo que esteja, por mais planejado que esteja, nunca é certo... Sempre há surpresas (agradáveis ou não).

Hoje à noite recebi a notícia de que um colega meu da graduação, Leonardo Lessa, faleceu por afogamento. Ele surfava, mergulhava e atualmente tava morando/trabalhando em Brasília, vinha passar as férias aqui em Maceió. Um menino inteligentíssimo, simpático... e estava noivo. =(
Triste pensar que aquelas brincadeiras em sala de aula, as pedidas de ajuda em trabalhos, as piadas, os "e aí, Leo?", não haverá mais com ele, mesmo que tais brincadeiras/piadas não fossem mais em sala de aula. =(

Fico pensando o quanto somos fugazes, o quanto somos frágeis, o quanto não sabemos do futuro. Não sabemos se iremos viver mais algumas décadas, anos, meses, dias... Não sabemos se semana que vem poderemos ver "aquele" sorriso, se poderemos abraçar os nossos amanhã, se poderemos fazer nossa oração ao nosso bom DEUS ainda esta noite, se os planos e sonhos que construímos chegarão de fato a serem concluídos.

Essa chuva de agora: o som, a umidade que ela traz, a vontade de correr pro quintal e se jogar debaixo dela... Eu ainda sinto a chuva hoje, agora. Senti-la me faz bem.

"Aproveite a viagem."
"Nunca deixar para amanhã o que se pode fazer hoje", como fazer alguém feliz!

PS: Na foto (da esquerda para a direita): Leonardo Lessa, Alaelson, José Tenório, Alyson Leandro, Silvia Larissa, Antônio Fernando, Carol e eu, após a foto para a placa de formatura, em frente à Associação Comercial.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Mão única


Porque hoje eu acordei tão malzinha... Com uma sensação como se estivesse sufocada. Como que censurada. Com ações, palavras e pensamentos censurados. Pois bem, estou.

Porque nem tudo é uma via de duas mãos?... Em muitas só há uma direção. Mas um dia essa via some, quando diariamente é posto terra nela. Da minha, eu não mais tento tirar, trabalho em vão. Agora, deixo a terra se ajuntar na estrada, nessa estrada.

Cadê aquele bálsamo que todos falam?
Aquele que parece ser o melhor dos remédios.
Tempo, cadê você?
Tá, você não precisa vir tão rápido, eu que preciso ser ágil.

"Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco..."

Baaaaaaaaaaah!
=(


-Are you Ok?
-I'm OoOooooooOook.


.Médica, aqui vou eu...

segunda-feira, 24 de março de 2008

Juno


Muito bom filme.

Apesar de não se achar em condições de criar seu filho, Juno (nome oriundo da mitologia grega) fez opção pela vida e o deixou nascer. Mesmo sabendo pouco sobre seu filho: que ele tem unhas! =)

O filme apresenta uma adolescente lidando com problemas grandes demais para sua maturidade, como ela mesmo falou no filme. Além de: uma mulher apaixonada pela maternidade, problemas de relacionamento, reação dos pais em situações que eles nem imaginavam acontecer naquele momento. Ah, e o saber com quem ficar: com alguém que te ache bonita mesmo estando feia, que queira estar sempre contigo e que veja sempre raios de sol saindo do seu bumbum. =)

Particularmente, amei a forma que ela, Juno (Ellen Page), falou "I love it!", quando falou que sua madastra era má, por ter sido bruta com a técnica de ultrassonografia. Também quando Paulie (Michael Cera), pai da criança, falou para Juno que no dia "d" ela não estava entendiada, pois estava passando um filme legal, e que ela ainda não havia assistido, na televisão. ^^

Quando pensava que uma coisa ia acontecer no filme, acontecia outra que eu não imaginava. E quanto a trilha sonora do filme: muito boa e animada! =]

Ellen Page também fez "Menina Má.com", filme que quero assistir há tempo, mas ainda não o fiz.


. Hoje, aniversário do meu irmão Marcone, nosso Concone! *\o/*


terça-feira, 18 de março de 2008

Choro ~


Esses dias eu vi/ouvi o choro de um bebê e vi o quanto eles choram... Choram quando querem comer, quando não tem colo, quando estão "sujinhos", incomodados com algo ou com dor. Eles choram para que saibam que eles querem ou necessitam de algo, já que ainda não sabem falar.
Fiquei pensando que os adultos também choram, apesar de já sabermos falar o que queremos.
Adultos choram emocionados com algo, de raiva, de tanto rir, quando algo lhe dói fisicamente (nesse caso, com muito menos freqüencia que em crianças ou bebês...), ou quando algo lhe dói no coração, quando são machucados internamente por palavras, ações e omissões. Quanto às palavras, ações e omissões, elas podem ter vindo da própria pessoa para o outro, como do outro para a pessoa. Há dor por ter machucado o outro, ou por ter sido machucado pelo outro.

Muitas vezes tentamos prender o choro: "ah, não! aqui não posso chorar!", "não quero e nem posso mais derramar lágrimas por isso!", o que nem sempre conseguimos fazer.

Ultimamente vejo (na verdade, muitas vezes não dá para ver, pois quando vou ver o que me cerca, já está "turvo") chôro por a pessoa se achar sozinha; por ela ver que não faz mais a menor diferença estar perto ou distante de pessoas que gosta, tais pessoas simplesmente não se sentem bem ao lado dela, não tem uma "alegriazinha" a mais por vê-la; de saudades; sentimento de incapacidade por não poder fazer nada para mudar o que se vê, ou o que se sente; sensibilizada pelo sofrimento do outro; por não poder fazer nada para melhorar uma situação, sendo muitas vezes porque outra pessoa envolvida na situação simplesmente não se sentirá melhor com tal ajuda.

Muitos são os motivos pelos quais um adulto chora, sendo a maioria deles por "agressões" internas, e não externas.

Mas há um dia que o choro é repreendido pela própria pessoa, que quer mudar, ou simplesmente pelo fato de não mais ter o que chorar, ou por quem chorar. Porque não importa o quanto se queira algo e trabalhe para isso, ou o quanto chore, há coisas que não podemos mudar de forma alguma. E, nessas situações, a única "coisa" que podemos mudar, somos nós mesmo.

Anime... Anime-se.

"Caso queira saber onde andei
Ao te responder, direi: não sei!
Estive por aqui e ali
Juntando os cacos e os pedaços
Das vidas que vivi

Andei girando o mundo pra entender
Que ele não gira em torno de você
Andei vivendo cada dia
Dançando com a morte, afim de te esquecer

Estou aqui pra te contar
Me confessar por tudo de errado
Que fiz e não mudei
Por covardia ou medo
O meu maior segredo ainda sei

Nem todos os meus sonhos e ideais
Nos muros que bati, deixei
Nem tudo o que fiz foi em vão
(...)"
(Meu Maior Segredo, Haldeia.)

sábado, 8 de março de 2008

Não há.


Não há tanta exatidão em suas ações.
Não há tanta distorção em seus pensamentos.
Não há tanto sorriso em seus lábios.
O seu olhar... Não consegue mentir.
Não há o olhar em direção exata aos olhos que a cerca.








"Eu ando bem normal, como se deve andar,
Pois eu tenho que ir adiante.
Quando eu quiser chorar, sorrir é menos mal,
Pois eu tenho que ir adiante.
Não posso mais ficar parado no meio do tempo.
Se a chuva desabar, eu vou me mexer, eu vou me cuidar,
Não vou me molhar, e o meu coração quer rever
As pessoas distantes.
Ele quer, ele quer, ele tem que seguir adiante.
Como se deve andar, adiante.
Sorrir é menos mal (adiante)."
(Adiante. Sá, Rodrix e Guarabyra)

sexta-feira, 7 de março de 2008

"Conhece-te a ti mesmo" Sócrates


Creio que quanto mais gente nós conhecemos, mais nos conhecemos.
Mais sabemos quais foram nossas atitudes em determinados momentos, quais foram as respostas para a pergunta feia... É certo que tudo parece ser tão inconstante. Mas mesmo com as inconstâncias que nossas ações, falas e pensamentos possam ter, sempre há algo de constante, porque sempre haverá algo de nós nelas.
Paradoxial, não?

Sabe... Ontem no dentista (sim, terei que arrancar meus 4 dentiqueiros =S) vi uma menina (linda, linda!) de seus 19 anos, por aí..., e sua mãe. Eu, ao invés de ter ficado na minha, estudando, fui mudar a posição que estava, pois minha coluna já estava doendo naquela, daí começamos a conversar, nós 3. Engraçado que, quando começamos a conversar, vi características em ambas, mais na menina linda, que não quero para mim. E vi também que em um certo ponto, eu estava tentendo a tomar as mesmas atitudes, mas tendo visto aquilo em outra pessoa, vi o quão "sem graça" é. Além de tudo, parecia tão superficial e sem sinceridade os relacionamentos dela, da forma que ela citou.


.Não sei se é o olhar meio zarôio (mas acho que não tá zarôio, não...), se é o sorriso estilo "com o pensamento longe", ou se é simplesmente pelo sorriso... Mas me achei estranha na foto... =S Me achar estranha quer dizer que estaria no meu normal na foto? ^o) Bom, não me reconheci nela.
.O nariz? Tá parecendo aquele enooorme, o maior de todos, do jogo "cara maluca".
.Terminar o trabaaalhoooo!
.É hooojeeee a peçaaaaaa! Nervoooosaaaa! =S

quinta-feira, 6 de março de 2008

Roteiristas, nós mesmos


Boa!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Estariam eles assistindo Friends? =)

Porque nós mesmos podemos ser o roteirista de nossa própria vida/história...!
Apesar de muitas vezes nos deixam levar por influências externas... O que nem sempre é ruim.