quinta-feira, 23 de abril de 2009

And now...


... Heroes continues

Ha ha!

Há males que vem para o bem, não é? Pois bem... Depois de alguns dias vomitando e no trono, toda mole e sem concentração... Fui assistir os episódios que ainda não havia assistido da segunda temporada de Heroes!!! =D E agora a segunda temoporada is over! Ha ha!
Não serei spoleir, mas que me emocionei bastante em seus últimos episódios, isso foi! Uma das vezes foi quando a mãe da Claire disse ao pai dela, senhor Bennet, que as meninas procuram homens parecidos com seus pais. Ele respondeu: "que saiba voar?", se referindo ao pai biológico dela, Nathan Petrelli. Ela respondeu algo do tipo: "não, como seu pai verdadeiro: que faz de tudo para protegê-la!", se referindo ao senhor Bennet! =D
So cute! ^^

Na foto, da esquerda para a direita: Noah Bennet, Nathan Petrelli, Matt Parkman, Peter Petrelli, Claire Bennet, Mohinder Suresh, Hiro Nakamura, Nikki Saders, Micah Sanders e Sylar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

As Pequenas Memórias


"As pequenas memórias. Sim, as memórias pequenas de quando fui pequeno, simplesmente."
É assim que José Saramago descreve esse seu livro.


Mais um livro que termino lendo praticamente apenas em minhas viagens de ônibus para a UFAL.


Este livro foi lançado em 2006, quando José Saramago estava com 83 anos e foi o primeiro livro que li dele, terminei de lê-lo hoje, quase agora.
Quando comecei a leitura deste livro, achei-o meio maçante, pois só falava sobre a natureza que o cercava quando era criança, mas, mesmo assim, gostava bastante da forma que ele falava. Depois, mais e mais fatos que ele lembra de sua infância, desde suas primeiras impressões sexuais, a seu início e desenrolar na escola.
Um fato interessante e que muitos não sabem é que Zezito, como ele era/é chamado por seus familiares, não teria como sobrenome Saramago caso o escrivão do cartório em que seu pai foi registrá-lo estivesse bêbado, isso segundo seu pai. Zezito diz agradecer até hoje ao deus Baco, deus do vinho, por isso, pois se não fosse isso, seu nome seria apenas José de Souza, e ele teria que inventar um pseudônimo, o que não foi preciso já que tinha Saramago. E só foram notar isso quando foi preciso usar o registro para ele se matricular em uma escola, e, por isso, seu pai também teve que mudar o nome, para adicionar Saramago, pois não permitiam que o menino tivesse tal sobrenome, se seus pais não o tinha. Seu pai, claro, não gostou, e enfatizava e dizia sempre o Souza, quando perguntavam seu nome.

Neste livro ele cita que algumas características que ele pôs em Ensaio Sobre a Cegueira foi devido a suas impressões acerca de um cego que ele conheceu, ou conviveu, quando criança, ele não gostava do cheiro desse senhor.

Uma das partes do livro que eu gostei bastante, foi quando ele falou de seu avô materno:
"(...) E no entanto é um homem sábio, calado, que só abre a boca para dizer o indispensável. Fala tão pouco que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende algo como uma luz de aviso. Tem uma maneira estranha de olhar para longe, mesmo que esse longe seja apenas a parede que tem na frente. A sua cara parece ter sido talhada a enxó, fixa mas expressiva, e os olhos, pequenos e agudos, brilham de vez em quando como se alguma coisa em que estivesse a pensar tivesse sido definitivamente compreendida. É um homem como tantos outros na terra, neste mundo, talvez um Einstein esmagado sob uma montanha de impossíveis, um filósofo, um grande escritor analfabeto. Alguma coisa seria que não pôde ser nunca. (...)"

E aqui ele fala de como o avô e a avó maternos cuidavam dos bácoros (porcos pequenos) que nasciam mais fraquinhos, para que não morrecem com o frio da noite:
"(...) Todas as noites, meu avô e minha avó iam buscar às pocilgas os três ou quatro bácoros mais fracos, limpavam-lhes as patas e deitavam-nos na sua própria cama. Aí dormiriam juntos, as mesmas mantas e os mesmos lencóis que cobririam os humanos cobririam também os animais, minha avó num lado da cama, meu avô no outro, e, entre eles, três ou quatro bacorinhos que certamente julgariam estar no reino dos céus..."
Cuidavam tão bem dos animais. ^^

A frase da avó dele que me chamou atenção: "O mundo é tão bonito e eu tenho tanta pena de morrer.". De fato... Bonito demais o mundo! Mesmo, mesmo!

E, por fim, uma frase que achei engraçado que José Saramago falou, quando falava que seus pais faziam um "gato" para não pagarem uma conta muito alta de água: "Imperdoável, dir-se-á, porém já devíamos saber que nem tudo é amável na vida das melhores famílias.".

Aqui vai a recomendação para quem quiser saber um pouquinho mais sobre José Saramago, em especial, sobre sua infância: ler As Pequenas Memórias.
Gostei do livro, não apenas como uma forma de conhecer melhor o autor, mas porque gostei de sua forma de escrever, seus pensamentos e dissertações sobre o mundo que o cerca(va).

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bandeira

"Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio, pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso, seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro: este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o rio Nilo
Quero tudo ter: estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo, água e sal

Nada tenho, vez em quando tudo
Tudo quero, mais ou menos quanto
Vida, vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim, quero sim, acho que vim pra te ver)"
(Zeca Baleiro)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Darwin in action

"Learn: from everyone.
Follow: no one.
Watch: for patterns.
Work: hard."


"Sobrevivência dos mais aptos."
Darwin

Resumão da palestra do Sílvio Meira dia 06abril2009 no Alagoas Digital.

domingo, 5 de abril de 2009

Iasmim*

Ontem à tarde me vi arrodeado de crianças, uma delas, Iasmin, que tem por volta de 3 anos de idade, já havia me chamado a atenção pela seguinte frase que ela falou "eu quero ser menino!". O pai explicou que é porque ela quer brincar as brincadeiras de menino.
Depois, almoçamos juntas, na mesma mesa. Assim que ela acabou o almoço, pediu para eu abrir um confeito para ela, perguntei se ela já havia pedido a mãe dela, ela disse que não e pediu na mesma hora. A mãe dela deixou, então eu abri e dei a ela. Ela ainda não havia acabado o primeiro e já pediu para eu abrir outro, falei: "mas você nem acabou de comer o primeiro!", ela me respondeu com um sorriso lindo: "shhh! segredinho!". =D Perguntei quantos segredos ela tinha, ela pensou e me respondeu: "só esse".
Mais tarde, depois que todos saíram da piscina, um menino entrou na piscina e ela falou que também queria entrar, foi quando nosso interessante diálogo começou...

eu: -Você tem que perguntar a sua mãe se você pode entrar. Ele perguntou a mãe dele e ela deixou.
Iasmim: -Você deixou seu filho entrar?
eu: -Eu ainda não tenho filhos.
Iasmim: -Quem daqui é seu filho? (ela insistiu)
eu: -Eu ainda não tenho filhos, mas tenho sobrinhos. Aquela alí é minha sobrinha Cleane - falei apontando para a Cleane.
Iasmim: -Por que você não tem filho?
eu: Porque ainda não sou casada, só poder ter filhos quando se é casada, não é?
Iasmim: - Vou comprar um filho pra você!
eu: -Comprar? E ele vai ser tão lindo quanto você?
Iasmim: -Vai. Vou comprar um filho pra você.
eu: Se ele for tão lindo quanto você, então pode comprar. Mas onde você vai comprar?
Iasmim: -Na padaria.
eu: -Na padaria? E meu filho vai ter cara de pão, é?
Iasmim: -É.

Até que nossa conversa foi atrapalhada.

Não precisa nem dizer o quão besta eu fiquei com essa conversa, né? Aliás, desde o "shhh! segredinho!" dela. Tão esperta essa pequena! ^^

*Não sei ao certo como o nome dela é escrito.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Fundo do poço


Perambulando noite e dia por gélidas ruas fui... Pingando de suor.
Caminhando, como sonâmbula, tropecei e caí.
Os alertas me soavam ao longe: "levanta!".
Pus-me de pé, meus passos não me atendiam.
Para onde foram me levar?
Em frente ao poço parei.
Sem sentir, me joguei, para pagar pelo crime que cometi: o tempo, fui eu que matei.
E ele não me perdôou, em meus sonhos e acordes me cobra por coisas que não fiz quando o tinha.
No fundo do poço estou.
Entre pesadelos, com feridas, arranhões e cortes, vou subir.
Minha corda estou tecendo para jogar aos céus, borda desse lugar.
Ao tempo quero me desculpar, fazer as pazes e de mãos dadas com ele andar.

Acordei com o grito das imagens mudas que estão impressas nas ironias que me cercam.
Do fundo do poço, olho para o alto:
-A lua continua a sorrir.