terça-feira, 22 de abril de 2008

terça-feira, 15 de abril de 2008

Give me um amplexo


"Eu quis em papel colocar
As frases de um poema sem nexo
Eu quis da tua boca o ósculo,
Eu quis dos teus braços o amplexo.
E eu quis compreender a não-lógica
De um sentimento complexo.
Senti de te perder um medo súbito
E de ter, um desejo ardente
Nessa noite, em meu leito decúbito,
Senti a falta do teu corpo quente.
Sonhei que de ti
Não me faltavam amores
Em beijos e flores
E em facas e espinhos,
Acordei sozinho
E de pedras e dores
Tracei meu caminho
Sem rumo, sem destino,
Meus sonhos têm nome
Esperanças de menino,
Desejos de homem
O coração agüenta
Mas as lembranças não somem."

(Poesia publicada no jornal Pioneiro de 27-28/09/2004)


Precisando de um.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Do ônibus


Do ônibus, o que se vê?

Se vê uma girafa folhinhas tentando comer. (a girafa? daquelas de jardim, claro... aqui não tem clima (uuuiii! =P) pras verdadeiras...)
Se vê jogadores da bola atrás a correr.
Se vê dentro das casas coisas que querem esconder.
Se vê pessoas brigando, gritando e lá dentro a sofrer.
Se vê dois homens um acordo querendo fazer.
Se vê uma avó balançando uma boneca para sua neta o ninar aprender.
Se vê poças de lama, resquícios do dia anterior, que estava a chover.
Se vê gente no mercado a feira a fazer.
Se vê, lá dentro da farmácia, o rapaz a vender.
Se vê um caldinho de cana a menina a beber.
Se vê uma praça com pessoas jogando para entreter.
Se vê o mar agitado, com ondas a fazer.
Se vê a árvore balançando e seu fruto querendo crescer.
Se vê as crianças de farda à escola indo aprender.
Se vê o dia-a-dia de um povo que a passagem do ônibus precisa ter.
Se vê a realidade que muitos pensam não haver.

E o que não se vê?
O que por detrás estão a esconder.
Ah, isso não se vê...

(De que ônibus tudo isso se vê? Daquele 706, que o caminho entre o Eustáquio Gomes e a Ponta Verde tem que percorrer.)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Afora



-O que você está pensando agora? Se você não quiser falar, não fale... Só não minta! Mas diz... O que você estava pensando no momento antes de te interromper?

Essa era a frase eu costumava falar/perguntar em muitos momentos pras pessoas ao meu redor... Porque acho tão interessante as respostas: vezes as pessoas estavam em um lugar e pensando coisas muito distantes do ambiente ou do local, vezes observações do local, vezes, vezes, vezes...

O que as pessoas pensariam se, caso eu não pudesse falar amanhã, daqui a uma semana, um mês, sobre o porque de ter feito aquilo ontem, de ter feito o que vou fazer hoje? O que elas pensariam? Talvez, os que melhor me conhecem, teriam uma idéia do que eu poderia estar fazendo lá... O porque de estar ali, o porque de fazer aquilo não corriqueiro. Ou talvez nunca soubessem, e seria como o que a gente faz com poemas/textos/músicas de outrem: tentamos saber o que o autor quis dizer, o problema é que a gente sempre traz pra nossa realidade, para as nossas experiências, o que, muitas vezes, nem foi isso que se passou ou o que ela/ele quis dizer com o falou.

Estava pensando nessas coisas pois me vi ontem, assim como muitas vezes me vejo, tão fechada. Tantas vezes eu não falo sobre o que estou pensando ou sobre o porque de fazer certas coisas, tão sozinha em meus planos, pensamentos e problemas. E muitas vezes por opção.
Já outras vezes, não... Espalho ao vento o que penso ou sinto.



E ontem? Faltou dinheiro pra comprar acarajé.


.Eeei, girafinha! Que estás fazendo aí? ^o)
.As girafas são tão lindas com essas anteninhas parecendo um ET ou um besouro simpático, assim como a joaninha! ^^