quinta-feira, 10 de abril de 2008

Do ônibus


Do ônibus, o que se vê?

Se vê uma girafa folhinhas tentando comer. (a girafa? daquelas de jardim, claro... aqui não tem clima (uuuiii! =P) pras verdadeiras...)
Se vê jogadores da bola atrás a correr.
Se vê dentro das casas coisas que querem esconder.
Se vê pessoas brigando, gritando e lá dentro a sofrer.
Se vê dois homens um acordo querendo fazer.
Se vê uma avó balançando uma boneca para sua neta o ninar aprender.
Se vê poças de lama, resquícios do dia anterior, que estava a chover.
Se vê gente no mercado a feira a fazer.
Se vê, lá dentro da farmácia, o rapaz a vender.
Se vê um caldinho de cana a menina a beber.
Se vê uma praça com pessoas jogando para entreter.
Se vê o mar agitado, com ondas a fazer.
Se vê a árvore balançando e seu fruto querendo crescer.
Se vê as crianças de farda à escola indo aprender.
Se vê o dia-a-dia de um povo que a passagem do ônibus precisa ter.
Se vê a realidade que muitos pensam não haver.

E o que não se vê?
O que por detrás estão a esconder.
Ah, isso não se vê...

(De que ônibus tudo isso se vê? Daquele 706, que o caminho entre o Eustáquio Gomes e a Ponta Verde tem que percorrer.)

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