sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Acaso é saudade?


Em um concurso que fiz há um ou dois meses vi esse texto e achei interessante... Interessante a forma da personagem falar sobre a saudade que sente de sua senhora, de forma a apresentar alguns desleixos domésticos para demonstrar que está sentindo falta dela, sua senhora... Texto de Dalton Trevisan, entitulado como Apelo.

"Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.

Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor."

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É tão ruim ver que é verdade tudo o que falavam pra mim e que eu sempre contrariava... E outras coisas que via, mas não queria acreditar... Sempre dando uma desculpa a mais por cada descuido para comigo, para cada feridinha aberta...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Unidades de tempo


Tempo, tempo, tempo... Passaram-se 10 meses... Ao avesso.

"O tempo é ágil, minha menina frágil."

domingo, 23 de setembro de 2007

N'água


Então... Uma menina, que até então morava no mundo da lua, leva um baque de lá... E adentra numa água friiia, bem fria. E depois... O depois não é sabido. Só se sabe do agora, do frio de agora.

"Camarada d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve, por enquanto nos deixou...
Camarada viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor
Viva à tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do Norte
Que a noite entregou!

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for... e não for

'Você é riacho e acho que teu rio corre pra longe do meu mar... Mar marvado seria o rio, que correndo do meu riacho... Levaria o que acho pra onde ninguém pode achar...'

Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria
Como pode um peixe vivo, viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia"

(Camarada D'Água, de Fernando Anitelli e Danilo Souza; por O Teatro Mágico.)

P.S.: A família é realmente algo muito lindo, lindo mesmo! E me comove. Que as 'fami-ilhas' dêem lugar às famílias.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Meu pesar


É como se aquilo tudo tivesse sido nada... E que pudesse ser deixado de lado assim...
=/

"É como se a gente não soubesse
Pra que lado foi a vida
Por que tanta solidão
E não é a dor que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão

Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraido
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou

É como se a gente presentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou medo de ficar
Vazio demais meu coração

Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou"

(A Medida da Paixão, de Lenine e Dudu Falcão)

sábado, 15 de setembro de 2007

Imprevisto


Talvez essa seja apenas a sua forma de dizer "adeus"...
E quanto ao passado, ao presente e ao futuro, entrego à DEUS!
Ah, o passado, pretérito perfeito (sim, há ambigüidade), tá aqui bem guardado em mim também.

Insisto: não seja tão breve!


Tchau. Até logo!


"Eu quis querer o que o vento não leva
Pra que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Pra que quem eu amo não mudasse nunca
Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos bem devagar
Ponderado, perfeitamente equilibrado
Até que num dia qualquer eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas e as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa"

(Um Pequeno Imprevisto, de Herbert Vianna e Thedy Correa. Ouvindo-a por Paralamas do Sucesso)

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E um dia o que é falado é ouvido/escutado...
... E é tudo tão dolorido...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mundo de preás


Vou dormir... E acordar feliz no meu mundo... Mesmo que não haja preás nele.

"Para dissolver pequenas nódoas, pelas quais não vale a pena sofrer (mas a gente sofre), há um atalho para livrar-se logo delas e caminhar mais levemente. Sempre que sentir-se ofendida, se questione se aquilo foi uma coisa verdadeira ou se incomodou apenas o seu ego, sua imagem externa, e isso não é o que importa.
Não vale a pena sofrer por conta da vaidade, da competição, da rejeição, por algo que, na realidade, não ofendeu sua essência. Senão vêm a mágoa, a frustração, a pressão no peito... Está montada a armadilha para colher aflição e entrar num escuro sem fim. Tem que pôr luz aí dentro, para poder ver.
Quando vejo, começo a entender alguma coisa e a chegar mais perto do perdão, que vem da aceitação profunda de que o outro, apesar de tudo, é um ser igualzinho a mim. Perdoar é um bem que fazemos a nós mesmos.
Perdoar vale a pena!"

(autor desconhecido)

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... E quando acordo não sei mais se o sonho que tive é apenas a nova realidade, ou o que realmente se passou foi apenas um sonho...
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P.S.: Foto tirada pelo meu mano Marcelo no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Ele disse que essas imagens vinham do chão! =)
E minha viagem pra Sampa agora no fim do mês furou... Por falta de grana... =/

domingo, 9 de setembro de 2007

Cio da Terra


"Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão"

(O Cio da Terra, Milton Nascimento e Chico Buarque)

Essa é "a" música!! Essa música definitivamente é o que há! Muito, muuuuuito linda! Não sei se gosto tanto dela por sua letra, sua melodia... Ou pela carga de lembranças que ela me traz... =)
Fui apresentada a essa música pela primeira vez quando eu estava no segundo ano do Ensino Médio, ou seja, no ano de 2001! Nossa! Há 6 anos! Quem me apresentou essa música? O professor Doutor Carlos Argolo!! A mim e a minha turma. Poxa... Foi emocionante esse dia! Ele nos levou para o laboratório de Física do CEFET-AL e passou um vídeo onde haviam dois corais cantando essa música em homenagem a Milton Nascimento. Era um grupo de crianças pobres, e outro grupo de crianças, digamos, bem de vida... Muito bem de vida, creio eu. Ele, o professor, quis mostrar a gente que, independente da classe econômica, todos nós tínhamos igual potêncial para realizar o que queríamos. Ele até fez uma comparação dizendo que o grupo pobre éramos nós, do CEFET-AL, e o de riquinhos, uma escola aí que sempre está nos outdoors informando que não-sei-quantos alunos deles passaram no vestibular e ocuparam os primeiros lugares. O que ele quis mostrar é que, assim como ambos os grupos catavam muito bem, assim nós também poderíamos nos sair muito bem no vestibular, tanto quanto os jovens da escola particular. =)
Ahh, ainda mais... Foi essa a (única) música que aprendi a tocar (o início, ao menos...) em um pife. Detalhe: o pife foi contruído por mim mesma e incentivada pelo professor, como o fez aos outros alunos! :D
Ai, ai, ai... Quantas ótimas lembranças do meu CEFET-AL!!!
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Hoje assisti a dois filmes: o brasileiro (i) O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias: bom! Apresenta a adaptação de um garoto em sua nova moradia. E isso em meio a ditadura e a copa do mundo de 1970. E (ii) Paranóia: que suspense é esse!! Menino do céu, não assisto mais suspenses! Pense como fiquei com o coração na mão! Bom filme também!
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E hoje mais algumas da Cleane...
Em meio à confusão de leva ou não leva a Cida pro hospital agora à noite... Vem Cleane e se intromete:
-Ouxe, mainha! Mas todo mundo não chama o tio de doutor? Então... Ele pode ajudar a tia Cida! Não precisa de outro doutor...!
... E mais...
-Tia, vamos pra casa com a gente! Minha mãe é contadora, ela resolve tuuudoooo!

=) So cute!...
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Hummm... Cheirinho de bolo...

sábado, 8 de setembro de 2007

Beija-flor


Beija-flor beija?!
Beija, beija-flor, beija!!





"Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir

A porta da tua casa

Te der um beijo e partir

Fui eu que mandei o beijo

Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade d'ocê

Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim

Bote logo no correio

Com frases dizendo assim

"Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo

Te mando um monte de beijos

Ai que saudade sem fim"


E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
Eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer?

Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é d'ocê
"

(Ai Que Saudade D'ocê, de Vital Farias. Ouvindo aqui na voz de Geraldo Azevedo =D)

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Surrealismo


"Não procurem nada por trás de meus quadros, dizia Magritte, por trás de meus quadros existe a parede." (Parte da música Você e Esse Mundo Louco, de Casa Flutuante.)

O quadro acima é de René Magritte... Nossaaaa!!! Cada quadro!!! Vejo um surrealismo tão crítico, se é que isso existe, em seus quadros. Foi difícil escolher um quadro dele para colocar aqui. Esse é o Elective Affinities, de 1933. A dúvida cruel foi entre colocar este quadro ou Le Pays des Miracles (de 1964).

O que você vê nele?
(Amo fazer isso! Amo saber os vários pontos de vista e opiniões das outras pessoas, e ver quantas versões existem... Sobre tudo.)


Será? Será que só a parede mesmo por detrás dele? Muito... Muuuito mais que isso.


.E o vento sopra, sopra e sopra... E coisas são sopradas ao vento.

domingo, 2 de setembro de 2007

Tão estranho


Porque essa música não saiu da minha mente essa semana, nem a parte do filme (Dirty Dancing - Ritmo Quente) em que as personagens cantaram a música... Filme lindoooo!!!

"Love, love is strange
Lot of people take it for a game
Once you get it
You'll never wanna quit (no, no)
After you've had it (yeah, yeah)
You're in an awful fix
Many people
Don't understand (no, no)
They think loving (yeah, yeah)
Is money in the hand
Your sweet loving
Is better than a kiss

When you leave me

Sweet kisses I miss


Mickey: Sylvia...
Sylvia: Yes, Mickey?
Mickey: How do you call your loverboy?
Sylvia: Come 'ere loverboy!!
Mickey: And if he doesn't answer?
Sylvia: Ohh, loverboy!
Mickey: And if he still doesn't answer?
Sylvia: I simply say: baby... Oohh, baby... My sweet baby... You're the one!
Together: Baby... Oohh, baby... My sweet baby... You're the one!"

(Love Is Strange - Mickey & Sylvia)

sábado, 1 de setembro de 2007

Chocada


Tou chocada, chocadíssima! Cada dia mais eu me vejo mais deslocada, mais não-sei-de-onde! Nossaaaa!! Como eu sou ingênua!! Como não percebo tantas coisas ao meu redor!(?)
Quanta confusão hoje chegou na minha cabeça! Quantas, quantas, quantas!!! =S
O que está acontecendo com o mundo? O que está acontecendo com as pessoas!?!?!?

A que proporções isso chegou? Aiiiiiiii, Paizinho do Céu!

Chocada e surpresa.
Triste e feliz.
Querendo nada daquilo, querendo mais disso.
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Show do Pe Fábio de Melo hoje em Rio Largo e eu não fui... Deixei minha mãe ir (alguém tinha que ficar em casa com meu pai), primeira vez que ela e meu irmão Marcelo vão pra um show dele... "Agora vou ver se o show desse padre Favo de Mel é tudo aquilo que vocês falam mesmo!" (dona Margarida, senhora minha mãe) =) Linda! Mamãe, Marcelo, prim@s, tias... Tudinho pro show, menos eu. =/
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O quanto uma pessoa é influenciável?
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Ontem ganhei um caranguejo lindo! Ele parecia albino, tão branco! *-) Mas é porque é novinho, eu acho... Era pequeno. João o nome dele. Deixei ele lá na praia brincando com seus amigos, no seu habitat natural.
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Who is singing?
[no sound]