A esperança sempre esteve aqui, presente e viva. Vezes fazendo festa, vezes quieta, vezes fazendo o ser em que ela habitava se encher de alegria, vezes pedindo pra esse ser esperar, vezes fundamentada, vezes feitas de ilusão.
-A esperança é a última que morre!
Isso era o que mais se comentava por aí. E só se via esperanças por aí: umas gordinhas, outras menos, umas novinhas, outras idosas... Mas não se sabia que aquele dia chegaria.
novembro
dezembro
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro
... E num belo dia de sol... Assim, como em outros dias, houve saudade, houve choro, houve dor, houve descrença, houve descaso e então...
... Houve, naquele dia, a morte da esperança.
E o que ainda se comenta por aí é que ela pode até não ter sido a última a morrer dentre seus companheiros, porém, qualquer rastro dela se foi.
Quem a matou? Aquele que muitas vezes a alimentou.
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