
Porque hoje a Tayana (Tay bay nay, por mim) postou hoje no flog dela essa minha foto (eu na Mackenzie, São Paulo-SP), colocou o texto que vou pôr mais abaixo e entitulou a postagem como "Porque é bonito... e me lembra você!"! =D Acho que o "porque é bonito" é em relação ao texto, que gostei muito e acho que eu lembraria de mim também. Ou não... =P O autor do texto? Não sei quem é.
"Ecoando Notas
"Ecoando Notas
O moço toca flauta enquanto ela lembra das virtudes esquecidas nas cavernas de seu coração. A melodia vai ecoando por toda parte, desde os ouvidos até o pulmão. Ela tropeça nela mesma enquanto se enternece com o som raro daquela flauta. E a tristeza transversal que até então lhe preenchia dá lugar a uma euforia luminosa. Assim sem razão de ser, mas já sendo."
...
"Assim, sem razão de ser, mas já sendo."
Sem razão de ser.
Já sendo.
Sem razão de ser. Já sendo.
...
Fui procurar no Net de quem é esse texto, encontrei ele como um comentário e o início dele é igual a essa "gincana literária" que vou colocar aqui também. Acho que "gincana literária" é o que Vicente me falou em São Paulo: um texto literário feito "aos pedaços" por várias pessoas, em ordem, e que o autor da próxima parte do texto tem que usar os elementos da parte que já foi feita. Vicente tá pensando em fazer isso quando vier pra cá, pra Maceió, ainda este mês.
Lá vai o texto (boniiitoooo):
"(1) O moço toca flauta enquanto ela lembra das virtudes esquecidas nas cavernas de seu coração. A melodia vai ecoando por toda parte, desde os ouvidos até o pulmão. Ela tropeça nela mesma enquanto se enternece com o som raro daquela flauta. E a tristeza transversal que até então lhe preenchia vai se recolhendo em sua própria insignificância, murcha e resignada. (2) E em se recolhendo, a moça desconfia... Desconfia de si mesma. Sabendo que a vexação é fugaz. A linda, linda criatura por trás de sua aparente fronte cabisbaixa reage. A moça ouve, transpira e transcende em momentos de harmonia. Sua reação é forte. E assim, nas entranhas de um vasto universo pessoal, ela pensa... Respira... Mais fortemente... Vive! A moça, andrógena, ouve e sonha ao som da flauta e olhar do moço. (3) O êxito da Flauta Mágica foi imediato e colossal. Do olhar do moço, ela sente as palavras vindas do seu coração, e tocados pela melodia do encantamento que havia nela, ele diz: "aquilo que me faz mais feliz é a aprovação silenciosa!". Esta flauta tem o poder de curar algumas feridas, assim como seu som tem o Dom de tocar nosso próximo, como se ele tivesse lembrado algo que nas noites dos tempos já conhecia em seu coração. (4) Não que o som da flauta fosse mais que raro. Belo não era. Não que os pensamentos da moça fossem mais que sonhos. Rasos não eram. Estava diante de uma lua e de uma música, e diante delas, todas as coisas tem algum porquê. As notas surpreendentes de uma canção desconhecida vinham bem a calhar com aquela criatura severa consigo mesma, que buscava, sem saber, descobrir quais as notas secretas que formavam a canção de seu coração. E não havia outra alternativa a não ser levantar-se, limpar a areia colada nas coxas, e ir em direção ao moço, sua flauta e seu olhar. (5) Era inseguro o caminhar dos pés descalços na superfície incerta e fria. Areia e moça moviam-se em perfeita sincronia, como se dançassem juntas a melodia, que cada vez mais próxima, tornava-se mais abstrata. Mas quais eram mesmo as virtudes soterradas que aquelas notas ao flutuar desvendaram? Não havia mais tempo para lembrar. Se não carregava a virtude de distinguir som e olhar raros, não mais era preciso. A música avisou ao moço que precisava ir embora, para que algo ainda mais raro passasse a ocupar tamanho espaço. E em segundos, moço e moça ensaiaram seus próximos dias e noites. E em silêncio, seguiram juntos, com passos e compassos certos."
Os autores de cada parte:
1 - Maíra Viana
2 - Dom
3 - Patrícia Moura
4 - Bill
5 - Rodrigo Ávila
Então, até a próxima!
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